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Absurdo: Folha usa censura para calar blog

October 2, 2010
O veículo que se proclama “jornal do futuro” mostra ser, na verdade, defensor de um passado que todos queremos bem longe: o da ditadura e arbitrariedade.
Plenamente de acordo com suas mais profundas convicções sobre liberdade de expressão e democracia, o jornal Folha de S. Paulo utiliza a censura para silenciar o blog recém-criado pelos irmãos Mário Ito e Lino Bocchini, que fazia sátira ao veículo na internet (www.falhadespaulo.com.br).
Se quiserem manter seu trabalho no ar, os blogueiros terão de pagar multa de R$ 1.000,0 por dia.
É desse jeito que, à medida que perde leitores nas bancas, a empresa tenta manter cheios os seus  cofres.
José Roberto e Ana  Mello

A velha mídia, de mal a pior

September 26, 2010

Na quinta-feira (23 de setembro), para alívio e orgulho de todos os jornalistas que defendem a seriedade e a responsabilidade social no exercício da profissão,  um ato organizado pelo Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé, contra o golpismo midiático que se instaurou no país, superlotou o auditório Vladimir Herzog do Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo. Há muito não se via um movimento tão grande da categoria.

Não demorou muito para que o desespero e as contradições da velha mídia, historicamente sustentada pelo jogo político de oligarquias detentoras do poder econômico, resultassem em artigos de fundo bombásticos e incoerentes.

O editorial de hoje (domingo, 26 de setembro) d’O Estado de S. Paulo é simbólico neste sentido. Ao tentar negar qualquer atrelamento partidário, o jornal faz um contundente apoio a Serra – porque só ele conseguiria evitar “um grande mal para o País.”

O que vem adiante é um esmagador ataque ao presidente Lula: “agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários.”

Mais ainda: “O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.”

A partir daqui, surpresa! o redator volta atrás, para praticamente desmentir tudo o que escreveu antes: “Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa – iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique – de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor.”

O raciocínio açodado do editorialista abandonou de vez qualquer laivo de coerência. Como naqueles exercícios de sofisma que fazíamos no colégio, todas as proposições  lançadas no texto, qualquer que seja a ordem em que as organizemos, levam a conclusões diferentes das que o próprio texto propõe:

Se a corrupção degrada o governo Lula, e se Lula submete o interesse coletivo aos interesses de sua facção, como Lula pode ter promovido o crescimento econômico com distribuição dos dividendos sociais?

Se Lula e Dilma submetem o interesse coletivo ao interesse de sua facção, como todos os brasileiros podem se orgulhar das realizações do governo do PT, que permitiu “a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana”?

Se nestes últimos oito anos o país evoluiu e é hoje, “sem sombra de dúvida, um país melhor”, por que só o Serra (que mereceu só três linhas de todo o texto) poderia evitar “um grande mal para o País”?

As respostas o editorialista bem sabe, mas não pode escrever: a “facção” de Lula e de Dilma são, e sempre foram, os trabalhadores de todo o Brasil. E o “grande mal” que só o Serra poderia evitar é o fim da farra dos oligopólios midiáticos, que enchem os bolsos à custa de favorecer políticos e empresas pouco escrupulosos.

Veja

A revista Veja, que traz na capa desta semana a manchete A liberdade sob ataque,  acusa o presidente Lula e o PT de nutrirem “ódio à imprensa livre” por conta da “revelação de evidências irrefutáveis de corrupção no Palácio do Planalto.” A revista vai além, e garante que Lula e o PT “sacam do autoritarismo e atiram na imprensa.”

Sem nenhuma ofensa aos leitores da revista, qualquer néscio compreende que, quando há autoritarismo, notícias sobre corrupção em órgãos de governo não conseguem sair da escrivaninha do diretor de redação. Imagine só o que aconteceria, então, com matérias especulativas sobre “evidências irrefutáveis de corrupção…”

O Brasil está mesmo mudando. Quem não muda é o PIG (Partido da Imprensa Golpista), que finge apartidarismo e usa o discurso do medo para angariar eleitores para Serra. Exatamente como Regina Duarte fez em 2002.

Espaço Tchekhov 2010 vai até novembro na Funarte

September 21, 2010

A Fundação Nacional de Artes (Funarte), em parceria com o Festival Internacional de Teatro Anton Tchekhov de Moscou, promove entre 17 de setembro e 10 de novembro o Espaço Tchekhov 2010 O evento é uma celebração ao 150º aniversário de nascimento de Anton P. Tchekhov e reúne experiências ligadas à obra teatral e literária deste dramaturgo e escritor russo, morto em 1904.

Os dois meses de atividades nos espaços da Funarte em São Paulo (Complexo Cultural Funarte SP e Teatro de Arena Eugênio Kusnet) incluem workshops, exposições, palestras, vídeos, debates e intervenções teatrais.

Vale a pena conferir a peça Tchekhov4 – Uma Experiência Cênica (fotos acima), em cartaz de segunda a quarta-feira. Neste espetáculo, um dos principais encenadores de Tchekhov, Adolf Shapiro, dirige a Cia. Mundana de Teatro numa montagem inédita que mescla as quatro mais famosas peças do autor russo: A Gaivota, Tio Vânia, O Jardim das Cerejeiras e As Três Irmãs.

Sob coordenação de Elena Vassina, acontece nesta quinta-feira (23 de setembro) a palestra seguida de debate A Poética de Tchekhov, com Boris Schnaiderman, Elena Vassina e Bruno Gomide.

Também estreia na sexta-feira (24 de setembro) a performance Pequenas Mortes (Procedimento 2), de Vera Sala, concebida a partir de temas tchekhovianos.

O Espaço Tchekhov mantém ainda, em exposição permanente: E A Vida Continua – Uma Etnografia Tchekhoviana, com o Coletivo Lat 23 (Cláudio Bueno, Denise Agassi, Marcus Bastos e Nacho Durán); Valsando com Tchekhov, instalação de José Roberto Aguilar; Tchekhov no Teatro Brasileiro, com curadoria de Antônio Gilberto; e Tchekhov 150 anos.

A produção do Espaço Tchekhov 2010 é da interior Produções Artísticas Internacionais, e sua concepção de Ricardo Muniz Fernandes e Hideki Matsuka.

Programação:

Espaço Tchekhov 2010

De 17 de setembro a 10 de novembro de 2010

Complexo Cultural Funarte São Paulo – Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos

Teatro de Arena Eugênio Kusnet – Rua Dr. Teodoro Baima, 94

Bilheterias abrem uma hora antes dos eventos.

Informações: (11) 3662-5177

Entrada gratuita

APRESENTAÇÕES:

Tchekhov4 – Uma Experiência Cênica

Direção: Adolf Shapiro. Cenário: Hideki Matsuka. Figurino: Simone Mina. Com: Cia. Mundana de Teatro (Aury Porto, Luah Guimarãez, Fredy Állan, Lúcia Romano, Sylvia Prado, Sérgio Siviero, Silvio Restiffe e Vanderlei Bernardino). Participação especial: Tieza Tissi e Priscilla Herrerias.

De 21 a 29 de setembro e de 18 de outubro a 10 de novembro | de segunda a quarta-feira, 20h30.

Local: Complexo Funarte SP. Alameda Nothmann, 1.058, Campos Elíseos.

Duração: 2 horas. 50 lugares.

Temas Para Um Pequeno Conto. Um Áudio-Tour Tchekhoviano pela Barra Funda

Coordenação: Coletivo Lat 23 (Cláudio Bueno, Denise Agassi, Marcus Bastos e Nacho Durán)

Estreia quinta-feira,  30 de setembro,  16h. Demais apresentações de 1 a 13 de outubro, diariamente (com exceção do dia 9 de outubro), 16h.

Duração: 45 min. 10 lugares

Enfermarias No. 1-6 – Visitação em uma Instalação Cênica

Coordenação: Maria Volskaia e Lígia Cortez.

Estreia quinta-feira, 14 de outubro, 20h30. Outras apresentações de 15 de outubro a 7 de novembro, sempre às quintas-feiras, 20h30, e de sexta-feira a domingo, 19h30.

Duração: 1 hora. 50 lugares

Pequenas Mortes (Procedimento 2)

Concepção e performance: Vera Sala

Estreia sexta-feira,  24 de setembro, 20h. Outras apresentações: Sábado,  25 de setembro,  16h e 20h, e domingo,  26 de setembro, 19h.

Local: Complexo Funarte SP. Alameda Nothmann, 1.058, Campos Elíseos.

Duração: 45 min. 50 lugares

Antocha

Roteiro e Interpretação: Mônica Simões e Carlos Gaucho. Confecção da boneca Antocha e Figurino: Mônica Simões. Composição da trilha sonora: Carlos Gaúcho. Produção: Grupo Caixa de Imagens

Estreia terça-feira, 12 de outubro, ao entardecer (por volta das 19h30). Outras apresentações às terças-feiras, 19 e 26 de outubro e 9 de novembro, por volta das 19h30. Duração: 30 min.

Por Acaso

Interpretação, trilha sonora especialmente composta, figurino e adaptação do conto Trapaceiros à Força de Anton Tchekhov: Mônica Simões e Carlos Gaucho. Produção: Grupo Caixa de Imagens.

Apresentações em escolas, seguidas de visitas guiadas na exposição. Escolas interessadas agendar com  Carminha Góngora, carminha.gongora@gmail.com, ou com a interior Produções Artísticas Internacionais, Telefone: 011 3255 4892.

Dias disponíveis: 27, 28 e 30 de setembro, 1, 4, 6 e 7 de outubro. Duração: 30 min.

EM EXPOSIÇÃO PERMANENTE:

E A Vida Continua – Uma Etnografia Tchekhoviana

Com o Coletivo Lat 23 (Cláudio Bueno, Denise Agassi, Marcus Bastos e Nacho Durán)

Local: Complexo Funarte SP. Alameda Nothmann, 1.058, Campos Elíseos.

Oficinas: 9 e 30 de outubro, 14h à 18h. Aberta aos interessados em geral (menores de 15 anos deverão estar acompanhados por responsáveis), 20 vagas. Inscrição no Espaço Tchekhov 2010.

Valsando com Tchekhov

Instalação de José Roberto Aguilar (2010)

Local: Complexo Funarte SP. Alameda Nothmann, 1.058, Campos Elíseos.

Tchekhov no Teatro Brasileiro

Imagens e textos. Curadoria: Antônio Gilberto

Local: Complexo Funarte SP. Alameda Nothmann, 1.058, Campos Elíseos.

Tchekhov 150 anos. Textos e imagens

Coordenação: Ricardo Muniz Fernandes / Hideki Matsuka.

Local: Complexo Funarte SP. Alameda Nothmann, 1.058, Campos Elíseos.

Visitas guiadas podem ser agendadas no Espaço Tchekhov 2010.

PALESTRAS, DEBATES E APRESENTAÇÕES DE VÍDEOS:

Coordenação: Elena Vassina

A Poética de Tchekhov

Com Boris Schnaiderman, Elena Vassina e Bruno Gomide

Quinta-feira, 23 de setembro, 19h.

Local: Complexo Funarte SP. Alameda Nothmann, 1.058, Campos Elíseos.

Cenografia e Figurino Tchekhoviano

Com Maria Volskaia e convidados

Quinta-feira, 7 de outubro, 19h.

Tchekhov e o Teatro Contemporâneo

Com Antonio Araújo e convidados

Quinta-feira, 21 de outubro, 19h.

Jardim Shapiro

Debate sobre o processo de trabalho do projeto Tchekhov4 – Uma Experiência Cênica com integrantes da Cia. Mundana de Teatro e apresentação de vídeo de montagem de Tchekhov com direção de Adolf Shapiro, com comentário de Elena Vassina.

Quinta-feira, 4 de novembro, 19h.

Apresentações de vídeo com comentário

Quinta-feira, 30 de setembro, 19h.

Quinta-feira, 14 de outubro, 19h.

Quinta-feira, 28 de outubro, 19h.

O fim de um ciclo em que a velha mídia foi soberana

September 18, 2010

Do Blog do Luis Nassif

Enviado por luisnassif, sab, 18/09/2010 – 07:20

Dia após dia, episódio após episódio, vem se confirmando o cenário que traçamos aqui desde meados do ano passado: o suicídio do PSDB apostando as fichas em José Serra; a reestruturação partidária pós-eleições; o novo papel de Aécio Neves no cenário político; o pacto espúrio de Serra com a velha mídia, destruindo a oposição e a reputação dos jornais; os riscos para a liberdade de opinião, caso ele fosse eleito; a perda gradativa de influência da velha mídia.

O provável anúncio da saída de Aécio Neves  marca oficialmente o fim do PSDB e da aliança com a velha mídia carioca-paulista que lhe forneceu a hegemonia política de 1994 a 2002 e a hegemonia sobre a oposição no período posterior.

Daqui para frente, o outrora glorioso PSDB, que em outros tempos encarnou a esperança de racionalidade administrativa, de não-sectarismo, será reduzido a uma reedição do velho PRP (Partido Republicano Paulista), encastelado em São Paulo e comandado por um político – Geraldo Alckmin – sem expressão nacional.

Fim de um período odioso

Restarão os ecos da mais odiosa campanha política da moderna história brasileira – um processo que se iniciou cinco anos atrás, com o uso intensivo da injúria, o exercício recorrente do assassinato de reputações, conseguindo suplantar em baixaria e falta de escrúpulos até a campanha de Fernando Collor em 1989.

As quarenta capas de Veja – culminando com a que aparece chutando o presidente – entrarão para a história do anti-jornalismo nacional. Os ataques de parajornalistas a jornalistas, patrocinados por Serra e admitidos por Roberto Civita, marcarão a categoria por décadas, como símbolo do período mais abjeto de uma história que começa gloriosa, com a campanha das diretas, e se encerra melancólica, exibindo um  esgoto a céu aberto.

Levará anos para que o rancor seja extirpado da comunidade dos jornalistas, diluindo o envenenamento geral que tomou conta da classe.

A verdadeira história desse desastre ainda levará algum tempo para ser contada, o pacto com diretores da velha mídia, a noite de São Bartolomeu, para afastar os dissidentes, os assassinatos de reputação de jornalistas e políticos, adversários e até aliados, bancados diretamente por Serra, a tentativa de criar dossiês contra Aécio, da mesma maneira que utilizou contra Roseana, Tasso e Paulo Renato.

O general que traiu seu exército

Do cenário político desaparecerá também o DEM, com seus militantes distribuindo-se pelo PMDB e pelo PV.

Encerra-se a carreira de Freire, Jungman, Itagiba, Guerra, Álvaro Dias, Virgilio, Heráclito, Bornhausen, do meu amigo Vellozo Lucas, de Márcio Fortes e tantos outros que apostaram suas fichas em uma liderança destrambelhada e egocêntrica, atuando à sombra das conspirações subterrâneas.

Em todo esse período, Serra pensou apenas nele. Sua campanha foi montada para blindá-lo e à família das informações que virão à tona com o livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr e da exposição de suas ligações com Daniel Dantas.

Todos os dias, obsessivamente, preocupou-se em vitimizar a filha e a ele, para que qualquer investigação futura sobre seus negócios possa ser rebatida com o argumento de perseguição política.

A interrupção da entrevista à CNT expôs de maneira didática essa estratégia que vinha sendo cantada há tempos aqui, para explicar uma campanha eleitoral sem pé nem cabeça. Seu argumento para Márcia Peltier foi: ocorreu um desrespeito aos direitos individuais da minha filha; o resto é desculpa para esconder o crime principal.

Para salvar a pele, não vacilou em destruir a oposição, em tentar destruir a estabilidade política, em liquidar com a carreira de seus seguidores mais fiéis.

Mesmo depois que todas as pesquisas qualitativas falavam na perda de votos com o denuncismo exacerbado, mesmo com o clima político tornando-se irrespirável, prosseguiu nessa aventura insana, afundando os aliados a cada nova pesquisa e a cada nova denúncia.

Com isso, expôs de tal maneira a filha, que não será mais possível varrer suas estripulias para debaixo do tapete.

A marcha da história

Os episódios dos últimos dias me lembram a lavagem das escadarias do Senhor do Bonfim. Dejetos, lixo, figuras soturnas, almas penadas, todos sendo varridos pela água abundante e revitalizadora da marcha da história.

Dia após dia, mês após mês, quem tem sensibilidade analítica percebia movimentos tectônicos irresistíveis da história.

Primeiro, o desabrochar de uma nova sociedade de consumo de massas, a ascensão dos novos brasileiros ao mercado de consumo e ao mercado político, o Bolsa Família com seu cartão eletrônico, libertando os eleitores dos currais controlados por coronéis regionais.

Depois, a construção gradativa de uma nova sociedade civil, organizando-se em torno de conselhos municipais, estaduais, ONGs, pontos de cultura, associações, sindicatos, conselhos de secretários, pela periferia e pela Internet, sepultando o velho modelo autárquico de governar sem conversar.

Mesmo debaixo do tiroteio cerrado, a nova opinião pública florescia através da blogosfera.

Foi de extremo simbolismo o episódio com o deputado do interior do Rio Grande do Sul, integrante do baixo clero, que resolveu enfrentar a poderosa Rede Globo.

Durante dias, jornalistas vociferantes investiram contra UM deputado inexpressivo, para puni-lo pelo atrevimento de enfrentar os deuses do Olimpo. Matérias no Jornal Nacional, reportagens em O Globo, ataques pela CBN, parecia o exército dos Estados Unidos se valendo das mais poderosas armas de destruição contra um pequeno povoado perdido.

E o gauchão, dando de ombros: meus eleitores não ligam para essa imprensa. Nem me lembro do seu nome. Mas seu desprezo pela força da velha mídia, sem nenhuma presunção de heroísmo, de fazer história, ainda será reconhecido como o momento mais simbólico dessa nova era.

Os novos tempos

A Rede Record ganhou musculatura, a Bandeirantes nunca teve alinhamento automático com a Globo, a ex-Manchete parece querer erguer-se da irrelevância.

De jornal nacional, com tiragem e influência distribuídas por todos os estados, a Folha foi se tornando mais e mais um jornal paulista, assim como o Estadão. A influência da velha mídia se viu reduzida à rede Globo e à CBN. A Abril se debate, faz das tripas coração para esconder a queda de tiragem da Veja.

A blogosfera foi se organizando de maneira espontânea, para enfrentar a barreira de desinformação, fazendo o contraponto à velha mídia não apenas entre leitores bem informados como também junto à imprensa fora do eixo Rio-São Paulo. O fim do controle das verbas publicitárias pela grande mídia, gradativamente passou a revitalizar a mídia do interior. Em temas nacionais, deixou de existir seu alinhamento automático com a velha mídia.

Em breve, mudanças na Lei Geral das Comunicações abrirão espaço para novos grupos entrarem, impondo finalmente a modernização e o arejamento ao derradeiro setor anacrônico de um país que clama pela modernização.

As ameaças à liberdade de opinião

Dia desses, me perguntaram no Twitter qual a probabilidade da imprensa ser calada pelo próximo governo. Disse que era de 25% – o percentual de votos de Serra. Espero, agora, que caia abaixo dos 20% e que seja ultrapassado pela umidade relativa do ar, para que um vento refrescante e revitalizador venha aliviar a política brasileira e o clima de São Paulo.

Carta Capital: filha de Serra expôs sigilo de 60 milhões de brasileiros

September 16, 2010
Por Leandro Fortes

A revista CartaCapital que está nas bancas nesta semana traz reportagem de Leandro Fortes que coloca em apuros o tucano José Serra. Segundo a reportagem, baseada em documentos oficiais, por 15 dias no ano de 2001, no governo FHC/Serra a empresa Decidir.com abriu o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros. A Decidir.com é o resultado da sociedade, em Miami, da filha de Serra, Verônica Serra, com a irmã de Daniel Dantas. Por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros ficaram expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País. Verônica Serra é hoje a principal estrela da campanha política do pai, José Serra, justamente por ser vítima de uma ainda mal explicada quebra de sigilo fiscal.

Veja abaixo a reportagem de CartaCapital.

Extinta empresa de Verônica Serra expôs os dados bancários de 60 milhões de brasileiros obtidos em acordo questionável com o governo FHC.

30 de janeiro de 2001, o peemedebista Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga. Queria explicações sobre um caso escabroso. Naquele mesmo mês, por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros haviam ficado expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País. O site responsável pelo crime, filial brasileira de uma empresa argentina, se chamava Decidir.com e, curiosamente, tinha registro em Miami, nos Estados Unidos, em nome de seis sócios. Dois deles eram empresárias brasileiras: Verônica Allende Serra e Verônica Dantas Rodenburg.

Ironia do destino, a advogada Verônica Serra, 41 anos, é hoje a principal estrela da campanha política do pai, José Serra, justamente por ser vítima de uma ainda mal explicada quebra de sigilo fiscal cometida por funcionários da Receita Federal. A violação dos dados de Verônica tem sido extensamente explorada na campanha eleitoral. Serra acusou diretamente Dilma Rousseff de responsabilidade pelo crime, embora tenha abrandado o discurso nos últimos dias.

Naquele começo de 2001, ainda durante o segundo mandato do presidente FHC, Temer não haveria de receber uma reposta de Fraga. Esta, se enviada algum dia, nunca foi registrada no protocolo da presidência da Casa. O deputado deixou o cargo menos de um mês depois de enviar o ofício ao Banco Central e foi sucedido pelo tucano Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, hoje candidato ao Senado. Passados nove anos, o hoje candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff garante que nunca mais teve qualquer informação sobre o assunto, nem do Banco Central nem de autoridade federal alguma. Nem ele nem ninguém.

Graças à leniência do governo FHC e à então boa vontade da mídia, que não enxergou, como agora, nenhum indício de um grave atentado contra os direitos dos cidadãos, a história ficou reduzida a um escândalo de emissão de cheques sem fundos por parte de deputados federais.

Temer decidiu chamar o Banco Central às falas no mesmo dia em que uma matéria da Folha de São Paulo informava que, graças ao passe livre do Decidir.com, era possível a qualquer um acessar não só os dados bancários de todos os brasileiros com conta corrente ativa, mas também o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), a chamada “lista negra”do BC. Com base nessa facilidade, o jornal paulistano acessou os dados bancários de 692 autoridades brasileiras e se concentrou na existência de 18 deputados enrolados com cheques sem fundos, posteriormente constrangidos pela exposição pública de suas mazelas financeiras.

Entre esses parlamentares despontava o deputado Severino Cavalcanti, então do PPB (atual PP) de Pernambuco, que acabaria por se tornar presidente da Câmara dos Deputados, em 2005, com o apoio da oposição comandada pelo PSDB e pelo ex-PFL (atual DEM). Os congressistas expostos pela reportagem pertenciam a partidos diversos: um do PL, um do PPB, dois do PT, três do PFL, cinco do PSDB e seis do PMDB. Desses, apenas três permanecem com mandato na Câmara, Paulo Rocha (PT-PA), Gervásio Silva (DEM-SC) e Aníbal Gomes (PMDB-CE). Por conta da campanha eleitoral, CartaCapital conseguiu contato com apenas um deles, Paulo Rocha. Via assessoria de imprensa, ele informou apenas não se lembrar de ter entrado ou não com alguma ação judicial contra a Decidir.com por causa da quebra de sigilo bancário.

Na época do ocorrido, a reportagem da Folha ignorou a presença societária na Decidir.com tanto de Verônica Serra, filha do candidato tucano, como de Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity. Verônica D. e o irmão Dantas foram indiciados, em 2008, pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, por crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituição financeira e empréstimo vedado. Verônica também é investigada por participação no suborno a um delegado federal que resultou na condenação do irmão a dez anos de cadeia. E também por irregularidades cometidas pelo Opportunity Fund: nos anos 90, à revelia das leis brasileiras, o fundo operava dinheiro de nacionais no exterior por meio de uma facilidade criada pelo BC chamada Anexo IV e dirigida apenas a estrangeiros.

A forma como a empresa das duas Verônicas conseguiu acesso aos dados de milhões de correntistas brasileiros, feita a partir de um convênio com o Banco do Brasil, sob a presidência do tucano Paolo Zaghen, é fruto de uma negociação nebulosa. A Decidir.com não existe mais no Brasil desde março de 2002, quando foi tornada inativa em Miami, e a dupla tem se recusado, sistematicamente, a sequer admitir que fossem sócias, apesar das evidências documentais a respeito. À época, uma funcionária do site, Cíntia Yamamoto, disse ao jornal que a Decidir.com dedicava-se a orientar o comércio sobre a inadimplência de pessoas físicas e jurídicas, nos moldes da Serasa, empresa criada por bancos em 1968. Uma “falha”no sistema teria deixado os dados abertos ao público. Para acessá-los, bastava digitar o nome completo dos correntistas.

A informação dada por Yamamoto não era, porém, verdadeira. O site da Decidir.com, da forma como foi criado em Miami, tinha o seguinte aviso para potenciais clientes interessados em participar de negócios no Brasil: “encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”. Era, por assim dizer, um balcão facilitador montado nos Estados Unidos que tinha como sócias a filha do então ministro da Saúde, titular de uma pasta recheada de pesadas licitações, e a irmã de um banqueiro que havia participado ativamente das privatizações do governo FHC.

A ação do Decidir.com é crime de quebra de sigilo fiscal. O uso do CCF do Banco Central é disciplinado pela Resolução 1.682 do Conselho Monetário Nacional, de 31 de janeiro de 1990, que proíbe divulgação de dados a terceiros. A divulgação das informações também é caracterizada como quebra de sigilo bancário pela Lei n˚ 4.595, de 1964. O Banco Central deveria ter instaurado um processo administrativo para averiguar os termos do convênio feito entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, pois a empresa não era uma entidade de defesa do crédito, mas de promoção de concorrência. As duas também deveriam ter sido alvo de uma investigação da polícia federal, mas nada disso ocorreu. O ministro da Justiça de então era José Gregori, atual tesoureiro da campanha de Serra.

A inércia do Ministério da Justiça, no caso, pode ser explicada pelas circunstâncias políticas do período. A Polícia Federal era comandada por um tucano de carteirinha, o delgado Agílio Monteiro Filho, que chegou a se candidatar, sem sucesso, à Câmara dos Deputados em 2002, pelo PSDB. A vida de Serra e de outros integrantes do partido, entre os quais o presidente Fernando Henrique, estava razoavelmente bagunçada por conta de outra investigação, relativa ao caso do chamado Dossiê Cayman, uma papelada falsa, forjada por uma quadrilha de brasileiros em Miami, que insinuava a existência de uma conta tucana clandestina no Caribe para guardar dinheiro supostamente desviado das privatizações. Portanto, uma nova investigação a envolver Serra, ainda mais com a família de Dantas a reboque, seria politicamente um desastre para quem pretendia, no ano seguinte, se candidatar à Presidência. A morte súbita do caso, sem que nenhuma autoridade federal tivesse se animado a investigar a monumental quebra de sigilo bancário não chega a ser, por isso, um mistério insondável.

Além de Temer, apenas outro parlamentar, o ex-deputado bispo Wanderval, que pertencia ao PL de São Paulo, se interessou pelo assunto. Em fevereiro de 2001, ele encaminhou um requerimento de informações ao então ministro da Fazenda, Pedro Malan, no qual solicitava providências a respeito do vazamento de informações bancárias promovido pela Decidir.com. Fora da política desde 2006, o bispo não foi encontrado por CartaCapital para informar se houve resposta. Também procurada, a assessoria do Banco Central não deu qualquer informação oficial sobre as razões de o órgão não ter tomado medidas administrativas e judiciais quando soube da quebra de sigilo bancário.

Fundada em 5 de março de 2000, a Decidir.com foi registrada na Divisão de Corporações do estado da Flórida, com endereço em um prédio comercial da elegante Brickell Avenue, em Miami. Tratava-se da subsidiária americana de uma empresa de mesmo nome criada na Argentina, mas também com filiais no Chile (onde Verônica Serra nasceu, em 1969, quando o pai estava exilado), México, Venezuela e Brasil. A diretoria-executiva registrada em Miami era composta, além de Verônica Serra, por Verônica Dantas, do Oportunity, Brian Kim, do Citibank, e por mais três sócios da Decidir.com da Argentina, Guy Nevo, Esteban Nofal e Esteban Brenman. À época, o Citi era o grande fiador dos negócios de Dantas mundo afora. Segundo informação das autoridades dos Estados Unidos, a empresa fechou dois anos depois, em 5 de março de 2002. Manteve-se apenas em Buenos Aires, mas com um novo slogan: “com os nossos serviços você poderá concretizar negócios seguros, evitando riscos desnecessários”.

Quando se associou a Verônica D. Na Decidir.com, em 2000, Verônica S. era diretora para a América Latina da companhia de investimentos International Real Returns (IRR), de Nova York, que administrava uma carteira de negócios de 660 bilhões de dólares. Advogada formada pela Universidade de São Paulo, com pós-graduação em Harvard, nos EUA, Verônica S. Também se tornou conselheira de uma série de companhias dedicadas ao comércio digital na América Latina, entre elas a Patagon.com, Chinook.com, TokenZone.com, Gemelo.com, Edgix, BB2W, Latinarte.com, Movilogic e Endeavor Brasil. Entre 1997 e 1998, havia sido vice-presidente da Leucadia National Corporation, uma companhia de investimentos de 3 bilhões de dólares especializada nos mercados da América Latina, Ásia e Europa. Também foi funcionária do Goldman Sachs, em Nova York.

Verônica S. ainda era sócia do pai na ACP – Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda, fundada em 1993. A empresa funcionava em um escritório no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, cujo proprietário era o cunhado do candidato tucano, Gregório Marin Preciado, ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo de São Paulo, em 1993. Preciado obteve uma redução de dívida no Banco do Brasil de 448 milhões de reais para irrisórios 4,1 milhões de reais no governo FHC, quando Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-arrecadador de campanha de Serra, era diretor da área internacional do BB e articulava as privatizações.

Por coincidência, as relações de Verônica S. com a Decidir.com e a ACP fazem parte do livro Os Porões da Privataria, a ser lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Em 2011.

De acordo com o texto de Ribeiro Jr., a Decidir.com foi basicamente financiada, no Brasil, pelo Banco Opportunity com um capital de 5 milhões de dólares. Em seguida, transferiu-se, com o nome de Decidir International Limited, para o escritório do Ctco Building, em Road Town, Ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas, famoso paraíso fiscal no Caribe. De lá, afirma o jornalista, a Decidir.com internalizou 10 milhões de reais em ações da empresa no Brasil, que funcionava no escritório da própria Verônica S. A essas empresas deslocadas para vários lugares, mas sempre com o mesmo nome, o repórter apelida, no livro, de “empresas-camaleão”.

Oficialmente, Verônica S. e Verônica D. abandonaram a Decidir.com em março de 2001 por conta do chamado “estouro da bolha” da internet – iniciado um ano antes, em 2000, quando elas se associaram em Miami. A saída de ambas da sociedade coincide, porém, com a operação abafa que se seguiu à notícia sobre a quebra de sigilo bancário dos brasileiros pela companhia. Em julho de 2008, logo depois da Operação Satiagraha, a filha de Serra chegou a divulgar uma nota oficial para tentar descolar o seu nome da irmã de Dantas. “Não conheço Verônica Dantas, nem pessoalmente, nem de vista, nem por telefone, nem por e-mail”, anunciou.

Segundo ela, a irmã do banqueiro nunca participou de nenhuma reunião de conselho da Decidir.com. Os encontros mensais ocorriam, em geral, em Buenos Aires. Verônica Serra garantiu que a xará foi apenas “indicada”pelo Consórcio Citibank Venture Capital (CVC)/Opportunity como representante no conselho de administração da empresa fundada em Miami. Ela também negou ter sido sócia da Decidir.com, mas apenas “representante”da IRR na empresa. Mas os documentos oficiais a desmentem.

Assédio moral: a opressão com contrato assinado

September 14, 2010
Do blog http://blog.trabalho.gov.br/, em julho de 2010

Por Lyvia Justino
O assédio moral pode ser definido como um comportamento abusivo, de natureza psicológica,  que atinge  a dignidade psíquica do indivíduo e tem por efeito a sensação de exclusão do ambiente e do convívio social, disse ao blog a  advogada trabalhista Alessandra Iara da Cunha, para quem assédio moral é uma prática frequente de terror psicológico.

São exemplos de assédio moral: gritos; reprovação reiterada do trabalho; ridicularização de uma característica física; ameaças de demissão; ofensas; sugestões humilhantes; isolamento; atribuir tarefas estranhas ou incompatíveis com o cargo, ou em condições e prazos inexeqüíveis; deixar de repassar serviços ao trabalhador, deixando-o propositalmente ocioso; designar funcionários qualificados ou especializados para funções triviais; apropriar-se de ideias, propostas, projetos ou trabalhos; desprezar, ignorar ou humilhar o empregado, isolando-o de contato com colegas e superiores hierárquicos; sonegar informações necessárias ao desempenho das funções ou relativas à sua vida funcional; divulgar rumores e comentários maliciosos ou críticas reiteradas; subestimar esforços.

Em relação à Legislação, Iara da Cunha diz que a CLT não trata de forma específica do tema, mas que encontra-se nas normas e princípios constitucionais o fundamento para a proteção do trabalhador, tais como o direito à saúde (incluindo a saúde mental), à intimidade, à honra e à não-discriminação.

“Além disso, a prática do assédio pode ser motivo para a rescisão indireta do contrato de trabalho, ou seja, por culpa da empresa, com fundamento no artigo 483 da CLT, por não cumprir a empresa as obrigações do contrato de trabalho e por praticar atos lesivos à honra e boa fama”, avisa.

Cunha alerta que com o assédio, toda a sociedade é prejudicada. “O empregado sofre desequilíbrio de sua saúde física e mental, sendo necessário, muitas vezes, o afastamento para recebimento de benefício do INSS; a empresa tem alta rotatividade de empregados e pode comprometer sua capacidade financeira ao ser condenada a pagar indenizações. É necessário que as empresas que realmente possuem responsabilidade social, adotem políticas internas de combate ao assédio, por meio de ouvidorias internas e externas, treinamentos e fiscalização efetiva das relações laborais”, diz ela.

Um peso, duas medidas

September 10, 2010

O candidato José Serra não perde a oportunidade de se escandalizar a cada entrevista, em cada palanque, com a quebra do sigilo fiscal de sua filha Verônica Dantas — digo, Verônica Allende. “Foi a Dilma! Foi o PT!”, vai esbravejando, sempre que pode, na esperança de ganhar votos à custa de desacreditar sua adversária do PT, Dilma Rousseff.

Mas os blogs progressistas, mais uma vez, restabelecem a verdade dos fatos e mostram que a indignação de Serra não passa de uma bem montada farsa.

Veja o que Serra chegou a declarar para o SBT Brasil, em outubro de 2009, sobre os crimes cibernéticos — que já haviam quebrado o sigilo, à época, de quase 100 milhões de brasileiros. Entre eles, o presidente Luís Inácio Lula da Silva, a primeira-dama Dona Marisa Letícia, o ministro da Fazenda Guido Mantega, o ex-ministro da Justiça Tarso Genro e o próprio Serra, acompanhado de mulher e filhos.